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Aldeia 
1996
  1. Linha de Passe (João Bosco / Aldir Blanc) 5:55
  2. À Procura (Nailor Proveta) 8:06
  3. Seis no Choro (Azevedo, Ferreira, Abreu, Pixinguinha, Lacerda, Nazareth) 4:12
  4. Carinhoso (Pixinguinha) 6:22
  5. Insensatez (Tom Jobim / Vinícius de Moraes) 6:42
  6. Cubango (Edson José Alves) 7:45
  7. Aldeia (Nailor Proveta) 8:20
Nailor Proveta – sax alto e clarinete

Cacá Malaquias – sax tenor e flauta

Vitor de Alcântara – sax tenor, sax soprano e flauta

Maurício de Souza – sax barítono, flauta e piccolo
François de Lima – trombone de válvulas

Valdir Ferreira – trombone de vara

Nahor Gomes – trompete e flugelhorn

Walmir Gil – trompete e flugelhorn

Odésio Jericó – trompete e flugelhorn

Jarbas Barbosa – guitarra e violão

Edson Alves – contrabaixo elétrico e guitarra em “Carinhoso”

Lelo Izar – bateria

Fred Prince – percussão


Produzido por Rodolfo Stroeter
Gravado no Mosh Estúdios “ao vivo” em novembro/1995 e mixado no estúdio A Voz do Brasil em São Paulo em julho/1996

Ser apenas um instrumentista genial não era suficiente para Nailor Azevedo, músico paulista de apelido "Proveta" que apareceu na capital no final da década de 70. Muito esforço, muito tempo, e muita dedicação fizeram surgir também um grande arranjador que, além de dominar os intrincados meandros de harmonia e orquestração, tem também um imenso talento natural para achar a frase bem construída, o ritmo preciso, a unidade arquitetônica que faz com que cada um de seus arranjos tenha identidade própria.
Resta ainda outra qualidade, a principal, que Proveta provavelmente nem sabe que tem: é uma pessoa absolutamente cativante. E então saiu por aí cativando um monte de gente, inclusive um bando de músicos que se juntaram para formar o melhor som instrumental que São Paulo criara desde então: a Banda Mantiqueira.
Os arranjos e a interpretação usam todas as técnicas da história das big bands, mas tem os pés firmemente fincados nos coretos do interior onde muitos dos músicos tocaram em público pela primeira vez. E cada solista abandona o caminho fácil de ser apenas mais um imitador dos grandes jazzistas para procurar sua própria verdade.