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Cenas Brasileiras
1987
  1. Corta Capim (Nenê) 03:17
  2. Contatos (Paulo Bellinati) 05:05
  3. Dança do Saci Pererê (Nenê) 03:54
  4. Cantilena (Roberto Sion) 04:07
  5. Pixote (Rodolfo Stroeter) 05:49
  6. Veranico de Maio (Nelson Ayres) 04:15
  7. Flor do Mato (Nelson Ayres) 07:04

  8. Faixas Bônus

  9. Canção para Lupicínio Rodrigues (Nenê) 04:25
  10. Veranico de Maio (Nelson Ayres) 06:48
  11. Contatos (Paulo Bellinati) 07:56
Nelson Ayres - piano e teclados
Rodolfo Stroeter - baixo elétrico e baixo acústico
Paulo Bellinati – violão, guitarra e cavaquinho
Roberto Sion - saxofones e flauta
Nenê – bateria

Gravado nos estúdios Transamérica, São Paulo em fevereiro/1987 e remasterizado por Lelo Nazario no Utopia Studio em São Paulo em fevereiro/2012.
Direção artística - Wilson Souto Jr.
Direção de arte - Toshio H. Yamasaki

Faixas bônus: Canção para Lupicínio Rodrigues: faixa gravada em estúdio não incluída no LP original; Veranico de Maio e Contatos: gravação ao vivo na Rádio Suisse Romande – Genebra, Suíça em 1986.

Cenas Brasileiras traz somente composições originais do grupo, aproveitando um período em que o baterista Nenê, então residindo na França, passava no Brasil, “Com a entrada do Nenê, o grupo foi ficando com uma cara mais brasileira. Não só pela maneira de tocar, mas também pela maneira de compor”, comenta Rodolfo Stroeter. 
Paulo Bellinati não se esquece do quanto foi difícil tocar a “Dança do Saci Pererê”, composição do baterista. “O Nenê criou polirritmias que deram muito trabalho. Demoramos semanas para acertar essa música, porque cada um tinha que tocar num ritmo diferente. Foi uma experiência muito rica”, considera o violonista, que adaptou “Contatos”, suíte para violão de sua autoria, para o quinteto.

Segundo Nelson Ayres, que também contribui com duas faixas para o álbum, já nessa época havia uma preocupação quanto à forma dos arranjos e composições para o grupo. “Em geral, procuramos evitar aquela ‘famosa’ forma jazzística do tema-improviso-tema e acho que isso foi bem resolvido, no caso de ‘Veranico de Maio’ e ‘Flor do Mato’. A solução da forma é que dá o barato da música”.

‘Pixote', composição de Rodolfo Stroeter recebeu posteriormente letra de Gilberto Gil e foi rebatizada com o nome de ‘Xote' para o álbum O Sol de Oslo.

Para o saxofonista Roberto Sion, “Em vez de ficar improvisando sobre uma sequência harmônica, nós criávamos formas mais abertas, que nos permitiam improvisar mais livremente, em alguns momentos a música ficava totalmente livre e você procurava responder ao que cada um tocava naquele instante. Buscávamos diálogos espontâneos”.